1948

Nesta imagem, um acidente ocorrido na rua Monsenhor Celso, em 1948, chama a atenção para as dificuldades que os bondes podiam trazer ao trânsito de Curitiba. Presos aos trilhos, os veículos não tinham a mesma possibilidade de desviar de obstáculos que os automóveis, e uma ocorrência como essa podia interromper a circulação e provocar grande movimentação nas ruas.
Naquele período, o sistema de bondes era formado por quatro trajetos principais: Praça Tiradentes – Matadouro Municipal, localizado na região do atual Guabirotuba; rua Dr. Muricy – Portão; Asilo, onde hoje está o Hospital Nossa Senhora da Luz – rua América; e rua Buenos Aires – Juvevê. Juntas, as linhas alcançavam quase 30 quilômetros de extensão.
Apesar de sua importância para os deslocamentos pela cidade, o serviço não atendia satisfatoriamente ao crescimento de Curitiba. A população reclamava da pouca quantidade de carros em circulação e da ausência de transporte para regiões que começavam a se expandir. Ao mesmo tempo, a presença dos trilhos e dos bondes em ruas movimentadas criava situações como a registrada nesta fotografia, em que a circulação de outros veículos ficava comprometida.
Nos anos 1950, os bondes seriam gradualmente substituídos pelos ônibus, que passaram a ocupar um papel central no transporte coletivo de Curitiba e marcaram uma nova etapa na transformação da paisagem e da circulação pela cidade.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Gazeta do Povo / Cid Destefani / Turistoria / Memória Urbana
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