Armazém Roque - Década de 1960

1960


Nesta fotografia, registrada no final da década de 1960, vemos o Armazém Roque, que funcionava no Largo da Ordem, no edifício hoje conhecido como Casa Romário Martins. 

A história da edificação remonta provavelmente ao século XVIII, o que faz dela um dos últimos remanescentes da arquitetura colonial luso-brasileira preservados em Curitiba. Suas paredes externas foram construídas em pedra, enquanto as divisões internas utilizavam taipa. Durante o século XIX, o imóvel teve diferentes proprietários e usos, sendo conhecido em determinado período como “casa das pedras”. 

No início do século XX, o espaço já tinha função comercial. Em 1902, o imigrante alemão Guilherme Etzel começou a adquirir imóveis na região e instalou ali um armazém de secos e molhados. A localização favorecia esse tipo de estabelecimento: o Largo da Ordem era um importante ponto de circulação e comércio, frequentado por moradores da cidade e produtores que chegavam das áreas rurais. 

Em 1925, a família Etzel vendeu o imóvel e o sobrado vizinho para Adelaide Kopp. A partir de 1930, a antiga casa passou a ser alugada para atividades comerciais e ficou especialmente conhecida pelo Armazém Roque. Ao longo das décadas seguintes, também funcionaram no conjunto um açougue e uma peixaria. As sucessivas adaptações realizadas para atender a esses usos alteraram significativamente a construção original.

Na época da fotografia, o imóvel ainda abrigava o Armazém Roque, cuja identificação aparece na fachada. Os anúncios comerciais, os automóveis estacionados diante do estabelecimento e o aspecto desgastado das paredes ajudam a registrar como se encontrava a construção poucos anos antes de sua desapropriação e restauração pela Prefeitura de Curitiba.

Em 1970, a Prefeitura de Curitiba desapropriou o imóvel como parte das intervenções de revitalização do Setor Histórico. O restauro, elaborado pelo arquiteto Cyro Corrêa Lyra, procurou recuperar características externas da antiga construção, embora as divisões internas originais não tenham sido refeitas. Em 1973, o edifício foi inaugurado como Casa Romário Martins, em homenagem ao historiador, jornalista e político Alfredo Romário Martins. Desde 1981, funciona como espaço dedicado a exposições relacionadas à história e à memória de Curitiba

Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Prefeitura de Curitiba / Turistória

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