1910

Nesta fotografia, provavelmente registrada na década de 1910, vemos um trecho da atual rua Nicola Pellanda, no Umbará. A paisagem ainda era predominantemente rural, com uma estrada de terra cercada por poucas construções. Ao fundo aparece a antiga igreja de São Pedro, que durante décadas foi uma das principais referências da comunidade formada naquela região de Curitiba.
A ocupação do Umbará remonta ao século XIX e ganhou novos moradores com a chegada de famílias de imigrantes, especialmente italianos e poloneses. A agricultura, a produção de erva-mate e as barricarias, responsáveis pela fabricação de barris utilizados no comércio do mate, fizeram parte do cotidiano local. A antiga via registrada na fotografia ficou conhecida como Estrada do Umbará e constituía um dos principais caminhos da comunidade.
Seu nome atual homenageia Nicola Pellanda, imigrante italiano nascido em 1875, que chegou ao Paraná com a família em 1892 e posteriormente se estabeleceu no Umbará. Ligado à formação da comunidade local, Nicola participou da construção da igreja e também colaborou com a implantação da escola do bairro. Em 1959, alguns anos após sua morte, a antiga Estrada do Umbará recebeu oficialmente seu nome.
A história da Paróquia São Pedro também está diretamente relacionada à presença dos imigrantes italianos. Em 29 de junho de 1896, uma nova igreja foi benzida no Umbará, embora sua construção ainda não estivesse completamente concluída. É esse antigo templo que aparece ao fundo da fotografia. A comunidade foi atendida em diferentes períodos por missionários scalabrinianos e outras congregações, até a instituição da Paróquia São Pedro. A atual igreja matriz, que substituiu a construção registrada na imagem, foi concluída em 1940.
Ao longo do século XX, a antiga estrada rural acompanhou o crescimento do Umbará e se transformou em uma das principais vias do bairro. Hoje, a rua Nicola Pellanda concentra residências, estabelecimentos comerciais e serviços e funciona também como uma importante ligação entre Curitiba e Fazenda Rio Grande.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Prefeitura de Curitiba / Scalabrinianos / Pinterest
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