Fábrica Leão Júnior & Cia. S.A. - Década de 1940

1940


Nesta fotografia, datada do final da década de 1940, aparecem as instalações da Leão Júnior & Cia. S.A., no bairro Rebouças, em Curitiba. O complexo fazia parte da paisagem industrial que marcou a região durante boa parte do século XX, período em que o Rebouças concentrava engenhos de erva-mate, moinhos, cervejarias, madeireiras e outras fábricas. 

A história da empresa começou em 1901, quando Agostinho Ermelino de Leão Júnior fundou uma firma dedicada à industrialização e comercialização da erva-mate. O escritório funcionava inicialmente em Curitiba, enquanto a Fábrica Santo Agostinho estava instalada em Ponta Grossa. Após a morte do fundador, em 1907, a direção passou para sua esposa, Maria Clara de Abreu Leão, que esteve à frente de um período de expansão dos negócios. 

Ao longo das primeiras décadas do século XX, a Leão Júnior passou por diferentes instalações. Depois de incêndios que atingiram suas estruturas, a produção foi transferida para Curitiba e, na década de 1920, ganhou uma grande fábrica no bairro Portão, inaugurada em 1926. Um novo incêndio, em 1930, destruiu parte das instalações e levou a empresa ao Rebouças, onde foi estabelecido o complexo fabril registrado nesta fotografia. 

Foi também nesse período que a empresa ampliou e diversificou seus produtos. Além da erva-mate destinada ao chimarrão e à exportação, no final da década de 1930 lançou o mate queimado, que se tornaria um de seus produtos mais conhecidos. Nas décadas seguintes vieram outras inovações, como o mate solúvel e, posteriormente, bebidas prontas para consumo. A empresa também comercializou diferentes marcas de erva-mate e manteve presença nos mercados do Uruguai, Argentina e Chile. 

A Leão Júnior permaneceu sob controle da família por mais de um século. Em 2007, a empresa foi adquirida pela Coca-Cola, que manteve a marca Leão. Dois anos depois, a produção deixou o antigo complexo do Rebouças e foi transferida para Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. As antigas instalações, localizadas na avenida Presidente Getúlio Vargas, acabaram demolidas

Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Gazeta do Povo / Cid Destéfani / Cultura Paraná

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