1920

Veiculada no Blog de Paulo José da Costa, esta fotografia da década de 1920 registra um encontro entre Ida Hoffmann, o Conde Albert Costet de Mascheville e Dario Vellozo na biblioteca do Templo das Musas.
O Templo foi inaugurado em 1918 para servir como sede do Instituto Neo-Pitagórico, função que mantém até os dias atuais.
Fundado por Dario Vellozo em 1909, o Instituto Neo-Pitagórico inspirou-se na antiga escola de Pitágoras, criada no século VI a.C. na cidade de Crotona, na Magna Grécia. Assim como a comunidade idealizada pelo filósofo grego, a instituição curitibana possuía como objetivo reunir pessoas interessadas em filosofia, ciência, espiritualidade e aperfeiçoamento humano.
Ida Hoffmann (1864–1926), vista na fotografia ao piano, foi uma pianista, escritora e educadora alemã. Cofundadora do Monte Verità, comunidade dedicada à reforma de vida, ao vegetarianismo e à busca de novas formas de convivência, destacou-se também pela defesa dos direitos das mulheres e por suas ideias espiritualistas. Mudou-se para o Brasil na década de 1920, falecendo em São Paulo no ano de 1926.
Albert Raymond Costet de Mascheville (1872–1943), conhecido como Conde de Mascheville, foi escritor, violinista, astrólogo e ocultista francês. Após atuar em movimentos esotéricos na França e na Argentina, estabeleceu-se no Brasil na década de 1920, tornando-se um dos principais divulgadores do martinismo, da gnose e de correntes espiritualistas, influenciando o desenvolvimento do esoterismo moderno no país.
Já Dario Vellozo (1869–1937), sentado na fotografia, foi escritor, professor, jornalista, filósofo e um dos principais intelectuais ligados ao simbolismo no Paraná. Nascido no Rio de Janeiro, mudou-se ainda jovem para Curitiba, onde desenvolveu grande parte de sua atuação cultural e educacional.
Figura central do simbolismo paranaense, movimento marcado pelo espiritualismo, misticismo e crítica ao materialismo, Vellozo dedicou-se a temas como esoterismo, helenismo, filosofia pitagórica e ocultismo, características que conferiram singularidade à sua obra e ao seu pensamento.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Blogspot Paulo José da Costa / Emma de Mascheville / Vegetarianismo
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