1913

No dia 1º de julho de 1913, três carroças carregadas com aproximadamente 730 quilos de pólvora negra explodiram em frente ao antigo armazém de Paranaguá, na esquina da avenida 7 de Setembro com a rua Marechal Floriano, região onde atualmente funciona o Shopping Estação.
O material estava sendo transportado por praças do Exército até a estação ferroviária de Curitiba. Segundo registros da época, o carregamento havia sido vendido pelo Ministério da Guerra ao empresário Alexandre Gutierrez, que pretendia utilizar a pólvora em pedreiras na Serra do Mar.
A explosão provocou destruição em diversas regiões de Curitiba. Casas próximas tiveram vidraças e caixilhos arrancados pela força do impacto, enquanto um eixo de carroça atravessou o muro do Palácio Rio Branco, então sede do Congresso Legislativo do Paraná.
O estrondo foi ouvido em toda a cidade, e uma grande nuvem de fumaça pôde ser vista à distância. Segundo o Diário da Tarde, os estragos se estenderam do Batel até os arredores da rua XV de Novembro. Quatorze pessoas morreram, e dezenas ficaram feridas.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Boletim Casa Romário Martins / Fotografia Arthur Wischral / Site Câmara de Curitiba
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