1920

Nesta fotografia dos anos 1920, vemos operários da Fábrica de Phósphoros Mimosa na seção de acondicionamento e selagem de caixinhas.
Como se observa na imagem, muitos dos funcionários desta seção eram mulheres e crianças, sobretudo porque se tratava de um trabalho que exigia cuidado manual.
Naquele período, ainda sem leis trabalhistas no país, era comum que crianças trabalhassem nas fábricas. Essa era uma realidade das indústrias de fósforos da cidade, que contavam com uma população heterogênea de trabalhadores, formada por mulheres e homens de diferentes idades.
Devido à precariedade das condições de trabalho, muitos funcionários permaneciam poucos anos na empresa. Parte deles deixava o emprego em razão de problemas de saúde causados pelas substâncias utilizadas no processo de fabricação.
A Fábrica de Phósphoros Mimosa foi fundada como Companhia Fabril Paranaense em 1913, por Antonio Carnasciali. Três anos após a fundação, já possuía cerca de 300 funcionários, dos quais 130 eram mulheres.
A empresa existiu até os anos 1950, quando foi incorporada pela Fiat Lux, que passou a dominar o mercado curitibano.
Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Livro “Entre fitas, bolachas e caixas de fósforos. A mulher no espaço fabril curitibano (1940-1960)”, de Roseli Boschilia / Gazeta do Povo / Grupo Antigamente em Curitiba / Acervo Luis Venske Dyminski
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